A escolha da profissão é um momento de muitas dúvidas e ansiedade: devo seguir a carreira dos meus pais? Será que me encaixo melhor em um curso de humanas ou exatas? É melhor optar por um tecnólogo em vez de um bacharelado? O salário inicial deve pesar na hora de escolher a profissão que quero?
Pois é. Passar por essa fase de escolha sem receios ou horas de pesquisa por informações sobre dezenas de cursos para tomar uma decisão fundamentada é um privilégio de poucos. A maioria dos estudantes sofre com a indecisão até o momento da inscrição em um vestibular ou processo seletivo. Mas não precisa ser assim.
Algumas dúvidas como área mais condizente com a sua personalidade, possibilidades de atuação e absorção pelo mercado de trabalho podem ser resolvidas em conversas com profissionais do mercado e com testes vocacionais. Já a remuneração ainda é um ponto que causa bastante confusão.
Especialistas em recrutamento e orientação vocacional afirmam que os adolescentes hoje precisam focar mais em questões de vocação e habilidades do que necessariamente em remuneração, especialmente se ela for na inicial. Eles lembram que ao longo dos processos seletivos o que realmente procuram em um candidato é a determinação de aprender e fazer um bom trabalho, o que só é possível quando a pessoa realmente ama e se identifica com a área em que trabalha. Tanto é que alguns ambientes de trabalho já começaram a flexibilizar sobre qual diploma é exigido para cada carreira dentro da empresa.
Retorno financeiro x aptidão
O retorno financeiro de uma profissão é uma parte importante do processo de decisão, principalmente se ela for determinante para a realização de outros sonhos, como ter filhos ou permitir acesso a atividades de lazer, como viagens. Mas não pode ser o objetivo determinante. Se for possível associar aptidão e prazer pessoal com profissões que notoriamente têm uma remuneração melhor, ótimo!
Mas se não, não se deixe levar apenas pela remuneração. Muitas vezes pensar apenas em receber salários com cifras que chegam a R$ 10 mil logo no início da carreira significa pouca vontade de trabalhar e um crescente sentimento de insatisfação.
Até porque a média salarial divulgada por sites de emprego e pesquisas leva em conta apenas a remuneração paga pelo mercado formal e exclui algumas possibilidades interessantes de carreira como consultorias, concursos públicos, ONGs e serviços terceirizados. Nesses trabalhos o salário pode ser ainda melhor do que de outras profissões consideradas mais bem pagas como Engenharia e Advocacia.
Hoje, as possibilidades de carreira são inúmeras e, mesmo assim, quando realmente é apaixonado pelo que se faz é possível romper as perspectivas da sua profissão e ser muito bem remunerado.
Ou seja: pode até parecer clichê, mas é importante escolher uma profissão com a qual você se identifique e não algo que apenas irá lhe render uma satisfação financeira momentânea. Afinal, você irá passar ao menos um terço do seu dia em função do seu trabalho.
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